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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Atenção! Morri não, viu!

Peço desculpa por não ter dado notícias antes. Estou no Twitter -- eu, que tinha meus preconceitos contra ele. Continuo indicando bons textos e novidades interessantes, ou mesmo as coisas ruins que a gente tem que prestar atenção. Vão lá: @pedrobarrosln
(Peguei até o costume de escrever pouco =P)
Mas não se preocupem! Em breve, tenho uma novidade para vocês.
Fiquem com Deus -- e rezem por mim!

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domingo, 26 de julho de 2009

A Santa Inquisição

Informações recentes, provenientes de Roma e de outras cidades européias, reabriram a polêmica sobre o tribunal da Santa Inquisição. Como quase todos pensam saber o suficiente sobre tão famosa instituição, talvez careça de interesse ler algo mais sobre o particular.
Você gostaria de por à prova sua erudição? Rogo, pois, ao senhor leitor, se digne responder tão somente a três perguntas:
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1. Qual foi a Inquisição medieval mais cruel?
A: a francesa.
B: a alemã.
C: a espanhola.
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2. A quem perseguiu com mais afinco?
A: aos anglicanos.
B: aos luteranos.
C: aos judeus.
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3. Quantas pessoas condenou à morte?
A: 100.000.
B: 200.000.
C: 300.000
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Se na primeira pergunta elegeu a alternativa C, equivocou-se mais ou menos; exatamente ocorre algo similar se na segunda elegeu a mesma alternativa. Em quanto à terceira, as três são igualmente falsas. Satisfeito? Se errou as três respostas, você precisa seguir lendo este artigo.
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Origem do tribunal
Nada é mais conveniente para conhecer a natureza de uma instituição humana que conhecer sua origem. Nela encontramos claramente expressa a finalidade perseguida por seus autores, à que se adéquam os meios empregados que permitem julgar seu êxito ou fracasso. Mas, antes de narrá-lo, devemos remontar-nos ao século XII e aclarar os fatos que o iluminam: o redescobrimento do direito romano e o nascimento da heresia albigense.
Para dizer a verdade, o direito romano nunca se perdeu ao todo, mas desse século datam os grandes glosadores e comentaristas - Irnerio e Búlgaro - que lhe deram grande autoridade. Então descobriu-se que a justiça romana torturava os réus se eram bárbaros ou escravos; porque, segundo criam, seu testemunho somente poderia ser aceitado se se mantinha sob tortura. Até essas datas na Idade Média não se aplicava tão cruel método judicial, simplesmente porque os bárbaros germanos o desconheciam - salvo a flagelação, como castigo e não como tortura - e custou muito que se impusesse, pois monges e teólogos o consideraram indignos de almas cristãs. Desgraçadamente, as últimas resistências cessaram quando Inocêncio IV, mediante a Bula Ad Extirpandam de 15 de Maio de 1252, autorizou seu emprego na Inquisição. Esta Bula contradizia a decisão de Nicolas I, quem, em 866, a tinha proibido. Claro que os tribunais civis tinham esquecido fazia muito tempo o Papa Nicolas, apesar de que, no começo, a Inquisição se abstinha completamente de seu uso. Além da tortura, os medievais encontraram outra pena surpreendente: a de morta na fogueira para os que praticassem a magia negra e que, nos últimos anos imperiais, aplicou-se aos hereges.
A heresia dos albigenses (ou cátaros) produziu comoção nas autoridades civis e religiosas da época. Sua doutrina destruía por completo seu mundo, pelo qual não a podiam tolerar. No âmbito civil se proibia o juramente, fundamento de toda estrutura feudal da época; além disso, ao proibir o matrimônio, afetava tanto a sociedade civil como a religiosa. Mas isto não é tudo: aprovavam o suicídio e rejeitavam toda guerra, ainda a defensiva e, evidente, a pena de morte. Foi tal a indignação que produziu essa doutrina, que a Santa Sé mudou sua doutrina multissecular. Assim, por exemplo, quando o imperador Máximo condenou à morte o herege Prisciliano - sob instâncias dos Bispos Hidácio e Itácio - em 385, o Papa São Sirício e os Bispos Santo Ambrósio de Milão e São Martin de Tours protestaram indignados contra a pena. São Leão Magno estabeleceu que o derramamento de sangue repugnava a Igreja e o XIº Concílio de Toledo proibiu participar em juízos de sangue (ou seja, que implicassem a pena de morte) os que administravam os sacramentos. Até estas datas - ou seja, até o século XII - a Igreja contentava-se com as penas espirituais. Mas diante da perversidade da nova heresia, destruidora por completo da vida social, decidiram acudir ao poder secular e pregar a cruzada. A guerra desatada por estes fatos foi de extraordinária crueldade; a que já se tinha manifestado em outros lugares, como na Espanha sob Pedro II de Aragão.
Até o século XII, em consequência, não se aplicava, de ordinário, a pena de morte aos hereges; nos poucos casos conhecidos, o normal era o cárcere, o desterro ou a confiscação de seus bens. Evidente que, se havia arrependimento, não se impunha nenhuma pena. Pelo mais, o cárcere se reduzia, na maioria das vezes, à obrigação de habitar em um convento. Ainda não havia um tribunal ad hoc: a Santa Inquisição ia nascer no século seguinte em muito curiosas circunstâncias.
O imperador Federico II, bastante indiferente em matéria de fé e entusiasta admirador da cultura árabe, foi quem desencadeou os acontecimentos que levaram à sua criação. Em 1224 se restabeleceu a pena de morte no fogo decretada pelo antigo direito romano e a aplicou com rigor e critério mais político que religioso. Em verdade, a arbitrariedade do imperador e sua codícia são bem conhecidos. Quantos inocentes condenou? O Papa Gregório IX, em 1231, teve de sair ao passo de tanta injustiça do único modo que lhe era possível: já que as acusações eram de índole espiritual, o juiz devia ser adequado à natureza do delito perseguido. Em consequência, entre o tribunal civil que acusava o réu e este, introduziu-se uma cunha: a Santa Inquisição. Deste modo, poderia desaparecer a paixão política e a codícia que tanto dano tinham feito. E, para assegurar a independência do tribunal, centralizou-o em Roma e o encarregou à Ordem dos Pregadores, que tinha sido recentemente fundada por Santo Domingo de Gusmão. Deste modo os inquisidores procediam com total independência e buscavam, em primeiro lugar, a conversão do herege. Como num começo somente havia suspeita, bastava que este jurasse submissão ao Pontífice para ficar livre de toda suspeita. Somente se julgava os obstinados, sempre que a evidência fosse abrumadora. Se durante o juízo o réu abjurava de seu erro, ficava livre do tribunal civil e a Santa Inquisição impunha-lhe penas espirituais, como rezar os salmos, fazer jejuns, etc. Se persistia em sua atitude herética, era entregue ao tribunal civil, quem o condenava à pena que estimasse conveniente. Pouco a pouco se foi generalizando a de morte na fogueira, em conformidade com o direito romano, tal como o conheceram naquela época.
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Respondendo às perguntas
Estamos já em condições de responder ao perguntado ao começar estas breves linhas.
Á primeira pergunta, para dizer a verdade, não se pode responder corretamente, posto que, nessa época não existiam os países atuais. Onde mais atuou a Inquisição foi, naturalmente, no sul da França e na Itália. Na Espanha somente houve Inquisição em Aragão; não houve em Castela nem em Portugal. Na Alemanha durou pouco tempo, se bem que o inquisidor Conrado de Marburg é famoso por seus abusos. De modo que, com as exceções postas, a resposta correta seria a alternativa B.
A segunda pergunta tampouco tem resposta, posto que não existiram nem anglicanos nem luteranos durante toda a Idade Média. Pelo demais, jamais a Santa Inquisição perseguiu os judeus, pela simples razão de que não são hereges. Na Idade Média a tolerância chegou ao extremo de proporcionar tal liberdade a judeus e árabes, que nas cidades havia bairros inteiros onde a vida era regida pelo Talmud ou pelo Alcorão e não pelas leis cristãs. Desde modo ficava protegida a liberdade de cultos. O que sim tinham proibido era o ascender a determinados cargos públicos e molestar os cristãos no exercício de sua fé; ou seja, exercer o proselitismo. Tal como hoje em dia se proíbe a cristãos em todos os países árabes e Israel. A única diferença radica em que hoje não há bairros cristãos nesses países.
A terceira pergunta tampouco tem resposta, posto que a Inquisição medieval jamais condenou ninguém à pena de morte. O tinha expressamente proibido, como vimos mais acima. Ela se limitava a "relaxar ao braço secular" - se se confirmava a denuncia - a quem o tribunal civil já tinha acusado. Por isso seu nome é "Inquisição", isto é, "Investigação". Se trabalho se limitava a exatamente isso: investigar se a acusação era correta ou não. Como seus membros eram frades, procuravam, por todos os meios a seu alcance, convencer os réus da verdade da religião católica. Por desgraça, por pressão do tribunal civil, creu-se conveniente fazer uso da tortura. Neste ponto somente se pode dizer que a Santa Inquisição foi a que limitou seu uso, com a intenção de não danificar a saúde do réu. Por isso os piores instrumentos de tortura logo foram distanciados do tribunal. Ainda se costuma mostrar em museus em diversos lugares do mundo sem distinguir os que punham em prática o tribunal civil e os que usava a Santa Inquisição. Mas é bom consignar que, na maioria dos juízos, jamais foram usados.
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Juízo Liberal
Apesar do dito, o "juízo liberal" - ou seja, o fato em virtude das ideias liberais dominantes desde o século XVIII no Ocidente - foi de condenação sem atenuantes. Por que?
Em certa medida se deve às calúnias que com tanta facilidade e pouca cautela se creram. Não pouco se referem à Idade Média como 1.000 anos iluminados pelas fogueiras da Inquisição, a despeito da circunstância de que, como vimos, a Santa Inquisição nasceu no fim desses 1.000 anos. A ignorância chega a ser tal, que se supõe que jamais ninguém tivesse tomado banho nesses obscuros e tenebrosos séculos; quando o banho público era muito praticado na Idade Média, sendo suprimido durante o renascimento pela convicção de que as pestes se propagavam graças à água. A lista de calúnias é infinita e afeta todas as manifestações próprias dessa Idade sem que, por cento, a Santa Inquisição pudesse escapar delas. É tão grande o ódio contra este período histórico que o pouco de bom que não poderia ser negado, se atribui à influência oriental.
Mas isto não explica tudo. Também os horroriza o emprego da tortura. O curioso é que não julgamos da mesma forma o Império Romano, que tão abundantemente fez uso dela, nem aos tempos modernos e contemporâneos que bem poderia dar lições aos medievais nesta matéria.
Foi precisamente a Santa Inquisição a que começou a mitigar a dureza dos tribunais de justiça, e inclusive chegou a limitar a sessão de tortura a meia hora, depois da qual, o réu deveria se declarado inocente.
Proibiu-se todo método de danificar a saúde do réu e, finalmente, ordenou-se a presença de um médico que velasse pela saúde do torturado e de um advogado encarregado de sua defesa.
Há um argumento que, ainda que deixe frios aos não católicos, a nós nos resulta bastante convincente. Ocorre que a Inquisição de Aragão era regida pelo "Diretório" escrito por São Raimundo de Peñafort. Como se pode duvidar da legitimidade dos procedimentos inquisitoriais emanado da pluma deste Santo inquisidor?
Evidente que tudo isto não nos deixa satisfeitos, mas temos de ter cuidado ao julgar homens com outros costumes e convencidos por deferentes ideias que as nossas. De fato, neste século, presenciamos as piores torturas da história, e, como todos sabemos, seguem sendo empregadas um pouco por todo o mundo. Mas como não se reconhece o fato, não há medida alguma que proteja realmente o réu.
Há algo muito mais grave: o que menos pode suportar uma mente liberal é que alguém seja condenado por uma diferença de opinião. Já vimos que, na Idade Média, ninguém foi condenado por isso, senão pelo delito de heresia, ou seja, de traição. E não qualquer heresia, senão a dos albigenses, que provocou tantos distúrbios e uma sangrenta guerra. Os medievais julgaram que era necessário ir à raíz: às concepções destruidoras da paz social. Ainda que não o creia, querido leitor, hoje está sucedendo algo parecido. Na Alemanha, se você opina sobre a perseguição dos judeus pelos nazistas de maneira distinta da adotada pelo Estado Alemão, pode ser levado aos tribunais e julgado: tudo por uma diferença de opinião. Nos Estados Unidos, nenhum professor de biologia pode referir-se à criação dos seres vivos: tem que ensinar a hipótese de Darwin, a aceite ou não. Por acaso não estamos afirmando que, ao menos na América, não toleramos um governo que não seja democrático? Em virtude do qual não há escrúpulo algum em invadir uma pacífica nação que nenhum perigo encerra.
Tal qual parece que a Inquisição voltou, só que agora não pode ser chamada de "santa".
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Tradução do artigo "La Santa Inquisición" de Juan Carlos Ossandón Valdés, publicado na revista "Iesus Christus" nº 56 do Distrito da América do Sul da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Talitha qûm!

Por João (Companhia dos Filósofos)

Não era o manto de Jesus que esta mulher queria tocar, como se de um objecto de um santo esperasse o efeito mágico de uma cura. Queria tocá-Lo a Ele. Aproximar-se para ser tocada por Ele.

A sua doença, um fluxo de sangue, símbolo de impureza, é mais que uma condição fisiológica. Na tradição hebraica, não há na pessoa separação entre físico e espiritual. Tudo faz parte de uma mesma realidade. Diríamos nós, o que o seu corpo sente, vive-o também o seu espírito. E dessa impureza que a toma por inteiro, espera a saúde, a salvação, já há 12 anos.

Nas mãos dos médicos antigos não encontrava alívio para a sua doença, para o seu estado de impureza. Há 12 anos esperava e sofria.

Passou naquele dia pela sua cidade uma grande multidão, vozes que enchiam as ruas e traziam aos seus ouvidos o nome do novo profeta, Jesus de Nazaré. A antiga aliança falhara na infidelidade de Israel, que espera e sofre. Está cansada nas mãos de uma medicina que pela sua infidelidade falhou em restituir a pureza ao género humano. Corre-lhe sangue, impura, e, como a filha de Jairo, sente a morte perto.

No entanto, um ruído de multidão, de novo povo em êxodo, traz-lhe o nome de Jesus aos ouvidos. Junta-se à multidão. Por entre corpos que se comprimem, tenta alcançá-Lo e tocá-Lo. Quer tocar o Médico Novo, ser tocada por Ele, purificar-se por um novo toque, uma nova aliança que Ele traz. «Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada». E é curada pela nova aliança que se dá naquele toque, um toque tão singular

«Quem tocou as minhas vestes?»

«Vês que a multidão te comprime de todos os lados, e ainda perguntas: 'Quem me tocou?’»

onde a fé (fides) toma o lugar da in-fidelidade. O Novo Templo (Jesus, Deus feito homem) opera pela fé a purificação que o Templo Antigo, lugar da antiga aliança, falhara em alcançar. «Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu mal.»

Afinal, a menina, filha de Jairo, cujo destino surge aqui tão ligado a esta mulher, não morreu, apenas dorme. O povo não morreu. Dorme para ser agora acordado. Despertado pelo mesmo toque da fé que acontece também no coração de Jairo, na mão da menina de 12 anos.«Não tenhas receio; crê somente.»

E tomando a mão de Israel, disse:

«Talitha qûm!», isto é, «Menina, sou Eu que te digo: levanta-te!»

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Fã se mata por causa do novo filme do Harry Potter

Um fã de Harry Potter cometeu suicídio após saber de algo que vai acontecer na história do bruxinho antes do lançamento mundial de "Harry Potter e o enigma do príncipe", que acontece nesta quarta-feira, 15. As informações são do site In Case You Didn't Know.
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Jude Ralston, 32, de Hudson, Ohio, deixou um bilhete de despedida no último dia 13, onde dizia que depois de ter descoberto o que iria acontecer, não tinha razões para viver.
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Família e amigos dizem que Ralston vivia em função de Harry Potter.
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"Quando ele comprou uma placa de Hogwarts (a escola de bruxaria) não nos pareceu nada demais", diz a amiga de infância do fã, Polly Clovis. "Mas quando começou a usar o chapéu de bruxo por aí, deveríamos ter visto que ele precisava de ajuda".
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O fã fazia de tudo para se proteger de informações novas sobre a história do bruxinho, desligar o computador e, até mesmo, evitar alguns lugares. A amiga pede que autoridades verifiquem a divulgação desse tipo de informação para evitar casos parecidos.
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Rezemos pela alma desse garoto e de tantos outros iludidos. Leia: Prós e contra da leitura de Harry Potter.

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Prós e contra da leitura de Harry Potter

É importante não cair no exagero de afirmar que todos os contos de fantasias com fadas, poções mágicas etc. são perigosos para a formação das crianças e dos jovens. Como saber quais são inofensivos e separá-los daqueles que têm influência do ocultismo?
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O ponto de partida é mostrar claramente que a fantasia faz parte de um mundo irreal. Um exemplo é o livro O Senhor dos Anéis. O autor J.R.R Tolkien consegue levar os leitores a perceber os riscos da magia e do esoterismo. Seus personagens demonstram conhecer os perigos do envolvimento com o mundo oculto. Tolkien mostra que os pretensos "poderes sobrenaturais" são um terreno infestado pelos enganos do inimigo, usados para limitar o livre-arbítrio dos homens. São apresentados como figuras do pecado e da escravidão espiritual.
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Harry Potter caminha em uma direção contrária, pois passa a impressão de que a magia é necessária na luta entre o bem e o mal neste mundo. Tem-se a impressão de que a magia é boa e moralmente neutra. No mundo em que vivem as crianças e os jovens, a magia está associada ao ocultismo e muitas vezes a práticas diabólicas. Verdade e mentira se confundem, e tudo passa a ser relativo desde que se alcance o objetivo desejado. Toda essa exposição a temas tão controvertidos não provocará a curiosidade de aventurar-se por estes caminhos? Em uma entrevista concedida à revista norte-americana Newsweek, um representante da Federação Pagã da Inglaterra disse que todos os meses recebe por volta de cem pedidos de jovens querendo ser bruxos ou magos, e segundo esta fonte o interesse é atribuído à onda Harry Potter.
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Em o Senhor dos Anéis, o personagem principal, Frodo Baggins, leva um anel mágico para ser destruído. Em sua caminhada é tentado a usar o anel para fazer o bem, mas não o usa. Frodo vence o mal por meio da coragem pessoal e humildade, passando por muitos sofrimentos. Já Harry Potter vence o tenebroso Voldemort por meio do conhecimento e do poder do esoterismo.
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O risco da moda Harry Potter é o de apresentar a magia como algo bom, capaz de livrar as pessoas dos perigos da vida e dos inimigos. Padre Gabriel Amorth, exorcista da diocese de Roma, diz: "Não existe uma magia boa. A magia branca praticada por Harry Potter e magia negra...estão ambas nas mãos de satanás". Essa onda faz crescer a supertição por meio da procura de magos, astrólogos, cartomantes...Também é digno de nota o crescente número de escolas que festejam o Halloween e não leva em conta as festas Cristãs.
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Quando uma criança ou um jovem lê histórias como Harry Potter, existe o risco de imaginar que a doutrina ocultista e a busca de poderes mágicos é mais atrativa do que viver segundo a mensagem de Cristo e a prática das virtudes Cristãs; assim como o risco de o culto a Deus por meio da adoração e oração ser substituídos por sortilégios ou invocações dos poderes da trevas.
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A opinião de um especialista em jovens e esoterismo:
Carlos Climati, jornalista Italiano, especialista em temas sobre a juventude e o esoterismo escreveu: "Não quero afirmar que o romance de Rowling (autora de Harry Potter) deva ser visto sob o prisma do satanismo; porém Potter se insere em um bombardeamento esotérico que hoje ataca massivamente os jovens: rock satânico, filmes sobre bruxas, festas de Halloween...Não acredito que deva existir censura (a proibição aumenta a curiosidade); o problema é estar próximo dos jovens: hoje eles estão sozinhos diante da televisão, videogame, computador. Ninguém os ajuda a entender a verdade dos fatos, e assim é mais fácil serem instrumentalizados, desviados e comprados".

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