A ciência "mina" discretamente nosso Estado, pelos cantos mais diversos. Entretanto, poucos de nós, alagoanos, estão a par disso. Você já visitou um museu em Maceió? Já entrou no planetário do CEAAL? Ao menos ouviu falar dos ossos da preguiça gigante no nosso sertão? A resposta de muitos é "não".
Preocupada em mudar este cenário, a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) promoveu, sábado último (04), a III Oficina Alagoana de Jornalismo Científico, evento em que se discutiram novas formas de divulgar ciência para a população em geral, com enfoque na nossa realidade nacional e estadual.
Resumo do evento
De manhã, a jornalista Marina Ramalho, responsável pela área de comunicação do Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) nos falou sobre os “Desafios e perspectivas da divulgação da ciência no Brasil e na América Latina”. Baseada em sua pesquisa para doutorado, a palestrante abordou a presença do noticiário científico em jornais latino-americanos - incluíndo os brasileiros Folha de S. Paulo e O Globo.
Preocupada em mudar este cenário, a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) promoveu, sábado último (04), a III Oficina Alagoana de Jornalismo Científico, evento em que se discutiram novas formas de divulgar ciência para a população em geral, com enfoque na nossa realidade nacional e estadual.
Resumo do evento
De manhã, a jornalista Marina Ramalho, responsável pela área de comunicação do Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) nos falou sobre os “Desafios e perspectivas da divulgação da ciência no Brasil e na América Latina”. Baseada em sua pesquisa para doutorado, a palestrante abordou a presença do noticiário científico em jornais latino-americanos - incluíndo os brasileiros Folha de S. Paulo e O Globo.
- Conheça o site do Museu da Vida e o blog Clube do Explorador Mirim, sugeridos pela jornalista.
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Marina Ramalho e Silva. |
Pela tarde, em "mesa redonda", cinco convidados apresentaram suas experiências de divulgação científica: exemplos muito úteis para se pensar novas e eficientes formas, no nosso contexto, de levar ciência para a população alagoana. O que mais me chamou a atenção foi a diferença dos perfis dos participantes e dos trabalhos apresentados.
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Mesa redonda: "A experiência impulsionando estratégias de Divulgação Científica". |
Fábio Menezes apresentou o trabalho do Museu de História Natural da UFAL, do qual é diretor; explicou-nos seu acervo, comentou sobre as pesquisas paleontológicas - e arqueológicas - feitas pelo órgão e esplanou seu funcionamento e recebimento de visitas. Fábio também falou das dificuldades frequentes na relação cientista-jornalista - em especial os mal-entendidos.
- Vale fazer uma visita: Museu de História Natural - UFAL, Av. Aristeu de Andrade, 452 - Farol. Fone: (82) 3221-2724.
Achei muito interessante a presença do pedagogo e teólogo adventista Carlos Teixeira. Após apresentar sua pesquisa sobre comunicação pública e saúde, ele comentou brevemente a relação que fez entre seu trabalho de teologia e a divulgação científica. Teixeira falou da importância da linguagem simples de Jesus e do Grego Koiné - o grego "popular" da época -, que foi usado na redação de várias partes do Novo Testamento para a propagação do Cristianismo. A fácil compreensão permitida pela pregação dos primeiros evangelizadores foi o que teria potencializado a difusão da religião em nascimento - porque todos, do mais simples ao mais sábio, compreendiam a mensagem. O teólogo, em seguida, convida o jornalista científico e os divulgadores de ciência em geral a seguirem esse exemplo: ser, na medida do possível, simples na mensagem que querem passar para seu público, traduzir a linguagem complexa da ciência para todos, para a sociedade em geral.
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Carlos Teixeira (de pé), Milton Rodrigues e Magnólia Santos (à mesa). |
A Profa. Dra. Magnólia Rejane, que leciona no Curso de Comunicação Social da UFAL, e o jornalista Milton Rodrigues apresentaram a Agência de Notícias Ciênci@lagoas. Inicialmente, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ela disponibilizava notícias radiofônicas sobre ciência e tecnologia para as rádios alagoanas. Hoje, com dificuldades, a agência alimenta o blog http://culturadigital.br/cinciaalagoas/. A experiência rendeu dois artigos no livro eletrônico Jornalismo Científico & Desenvolvimento Regional (ele também pode ser baixado através deste link).
- Twitter: @cienciaalagoas.
Finalizando, Alexandre Câmara, Superintendente de Marketing e Propaganda da Secretaria de Comunicação (SECOM) de Alagoas, nos mostrou alguns exemplos de utilização da publicidade para divulgar os trabalhos relacionados a ciência e eventos educativos na capital e no Estado.
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Infelizmente, a Oficina não tem ocorrido de forma regular e frequente. A primeira ocorreu em 2006, a segunda em 2008 e só agora, três anos depois, ocorre a terceira edição. Por outro lado, sinto que esta última nos deixou com uma boa expectitativa.
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Infelizmente, a Oficina não tem ocorrido de forma regular e frequente. A primeira ocorreu em 2006, a segunda em 2008 e só agora, três anos depois, ocorre a terceira edição. Por outro lado, sinto que esta última nos deixou com uma boa expectitativa.
- Aqui está a notícia expedida pela própria SECTI sobre o evento. Fui entrevistado, dá uma olhada.
Vale dizer que, apesar de terem sido muito oportunas as temáticas abordadas e excelente a escolha de convidados, senti falta de algum representante do Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas (CEAAL), grupo que conseguiu dois prêmios internacionais pela divulgação da astronomia. Experiência valiosanõa? Mas fica pra próxima...
Enfim, Alagoas também tem espaços educativos onde se pode aprender ciência e conhecer pessoas interessadas nela. Alagoas tem produção científica, existem cientistas alagoanos fazendo pesquisas e descobertas em nosso território. Isso, de fato, poucos sabem, mas o poder de transformar esses poucos em muitos está nas mãos dos divulgadores da ciência. Dentre eles, cabe destacar, o jornalista científico - espécie de comunicador, até então, rara no nosso Estado.
- Saiba um pouco mais sobre o observatório astronômico de Alagoas.
Enfim, Alagoas também tem espaços educativos onde se pode aprender ciência e conhecer pessoas interessadas nela. Alagoas tem produção científica, existem cientistas alagoanos fazendo pesquisas e descobertas em nosso território. Isso, de fato, poucos sabem, mas o poder de transformar esses poucos em muitos está nas mãos dos divulgadores da ciência. Dentre eles, cabe destacar, o jornalista científico - espécie de comunicador, até então, rara no nosso Estado.
5 comentário(s):
Pedro,
Adorei o post. Boa redação, ilustrativo e abrangente. Gostaria que publicasse uma matéria sobre a Oficina no Blog da Agência. Você poderia fazer uma versão mais compacta e com o envio de 2 fotos em arquivos separados ? Grata, Magnolia.
Obrigado. =)
Mandarei o post, sim.
Abraço.
Parabéns amigo pela sua luta.
Ser católico no meio dos cientistas é algo desafiante.
Pax Domini
Obrigado pelo apoio, irmão! Paz de Cristo! =)
Pessoal, quando vai ser a IV Semana? Temos os vídeos da III Semana pra assistir? Obrigado. laercio
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